sábado, 20 de junho de 2015

AINDA SOBRE A MORAL CRISTÃ...

Por que alimentamos mais o nosso passado, fagulha para o ressentimento, e nos preocupamos mais com um imaginável e por isso angustiante futuro, se o único tempo que temos a certeza de estarmos vivos é o presente?

Ahh... doce desejo esse de ser imortal como os deuses para dar conta de todos os tempos. Esquecemos que é justamente porque temos a possibilidade de estarmos somente no presente que os deuses nos invejam...

domingo, 17 de maio de 2015

O CÃOTROLADO

Ao caminhar por Porto Alegre em suas ruas visualizo um cachorro segurando sua própria coleira pela boca ao acompanhar seu dono. Ora, isso nada mais é do que a concretização da sociedade de controle...
O cão não necessita mais de um dono para guia-lo e controla-lo externamente, ele se auto-controla ao levar sua própria coleira na boca....

sábado, 9 de maio de 2015

DELEUZE É UM MENTIROSO...

DELEUZE NOS FALA DO SIMULACRO ENQUANTO POTÊNCIA DE ESTAR SEMPRE A SE REINVENTAR, NÃO FICANDO PRESO AO MOLDE. A AQUILO QUE QUER NOS LIMITAR, AO MUNDO DAS IDEIAS PLATÔNICAS QUE NUNCA REVERBERA DE MANEIRA EXATA. A MALDIÇÃO DA CÓPIA, PARA O HORROR DO MUNDO IDEAL, É QUE ELA SEMPRE FALHA, MENTE, E A CADA PASSO PARA LONGE DA PERFEIÇÃO, ACABA POR SE DESCOBRIR UM OUTRO INIMAGINÁVEL, CORPO SEM MEMÓRIA, ESQUECIMENTO DA REPRESENTAÇÃO PERFEITA, DEVIR PURO A DESTITUIR O INSTITUÍDO. BUENAS, A PARTIR DESTA LEITURA, TOMARA DEUS QUE SEMPRE CONSIGAMOS TER A CORAGEM DE FALHAR, DE MENTIR OU DE INVENTAR ALGO QUE NOS DESCOLE DA GRANDE MENTIRA QUE TENTA SILENCIAR TODAS AS SUAS IRMÃS DECAÍDAS.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

A CURA PELA FALA

O que uma terapia pode oferecer é a possibilidade de nos encorajar a fazer amizade com os nossos sofrimentos...
Mais que isso é charlatanismo!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

Percebes que para entrar na toca deves diminuir de tamanho?
A cada ano crescemos ao menos em memória
E ao não abandonarmos um pouco dessa história,
Os buracos que se oferecem como novidade
Acabam minguando com o passar da idade...
Quem é você pergunta a lagarta?

Seu passado ou seu desejo de futuro?

FLÂNEUR DOS ABRAÇOS

A melhor maneira de conhecer uma cidade é perder-se nela escrevera Benjamin... Imagino que isso não seja valido apenas para as cidades. Os bons encontros, seja com qual corpo for, estão repletos de perdições. Eles exigem que tenhamos um devir flâneur para conhecer o outro e a si mesmo na invasão das intensidades produzidas. Quanta dor há num encontro, mesmo que seja bom, nele ficamos em pedaços, rachados pelo outro que insiste em nos habitar em sua diferença. O desamparo trágico do encontro nos faz vacilar, ativa certas defesas para a não efetuação da alteridade proposta pelo outro. Resistimos...

O que pedimos ao outro, neste momento de vertigem, para além de sua diferença catastrófica em nós, é um abraço. Abraço que nos envolve com sua alteridade, mas que ao mesmo tempo, nos embala para que nossa fragilidade possa ser afirmada e não escondida pela vergonha de ser fraco. Morremos e nascemos a partir de um abraço, flanamos por suas intensidades, desvelamos o outro em nós, a pequena morte insiste em ser abraçada...