Este blog trata das viagens do cotidiano, das imagens que invadem a vida na insistência de uma convocação para um mais viver...
sábado, 6 de fevereiro de 2016
SOBRE GOVERNOS EM TEMPOS DE CRISE
Instante de seca na fonte financeira estatal na qual se recorre sistematicamente ao aumento de impostos para saciar a voracidade de banqueiros, políticos, megaempresários e toda a classe que saqueia os recursos que, teoricamente, deveriam ser utilizados com a população sacrificada...
sábado, 16 de janeiro de 2016
Diário de um Ateu
Estava a passear pelas ruas escaldantes de Porto Alegre, num janeiro qualquer, quando entro com o olhar para uma dessas igrejas abenÇoadas por tipos como o Cunha.
Para minha surpresa, o templo moral estava vazio e os gritos do pastor retumbavam no nada.
Pensei com um sorriso na alma e exclamei silenciosamente: GraÇas a Deus!
Para minha surpresa, o templo moral estava vazio e os gritos do pastor retumbavam no nada.
Pensei com um sorriso na alma e exclamei silenciosamente: GraÇas a Deus!
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
DA ESCUTA DO INCONSCIENTE
A arte da escuta do inconsciente se passa pela abertura do corpo para a poética da vida e não para historietas de vida...
terça-feira, 15 de setembro de 2015
O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON
Filme antigo, mas que vale ver só por esta cena-fala:
(Benjamin) - Estava sozinho?
(Seu amigo trágico) - Muitas vezes, se fica sozinho quando você é diferente dos outros, é isto que acontece.
Suspiro de Benjamin...
(Seu amigo trágico) - Mas vou lhe contar um segredinho: pessoas gordas, magricelas, pessoas altas, pessoas brancas, elas são tão solitárias quanto nós. Mas elas morrem de medo...
(Benjamin) - Ahhh!
(Seu amigo trágico) - Muitas vezes, se fica sozinho quando você é diferente dos outros, é isto que acontece.
Suspiro de Benjamin...
(Seu amigo trágico) - Mas vou lhe contar um segredinho: pessoas gordas, magricelas, pessoas altas, pessoas brancas, elas são tão solitárias quanto nós. Mas elas morrem de medo...
(Benjamin) - Ahhh!
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
UMA ODE À PSICANÁLISE NO DIA DOS PSICOS
Neste dia reservado aos
psicólogos, fiquei a imaginar se tal festejo ocorreria quando tratamos da
psicanálise. Logo pensei - sem realizar nenhuma pesquisa - que isso seria uma
contradição, posto que uma disciplina que trata de se colocar num tempo outro,
aion, no atemporal, não teria como postular para si uma fundação. Tempo este
que é sempre um intruso, um mal-estar na vida cronológica, um desvio descabido
na lógica burocrata.
Apesar desta velhaca não
ter data e de causar tantas surpresas inoportunas com sua peste, gostaria de parabeniza-la,
não para requisitar um dia para ela, mas por sua resistência em não baixar a
guarda frente a um mundo em que impera uma tal de subjetividade mínima. A
psicanálise continua com vigor e contemporânea no sentido que Agamben atribui
ao termo, contemporânea por que olha de maneira enviesada para a atualidade, a
estranhando em cada encontro analítico que se passa na clínica. Neste sentido,
não estamos falando aqui de uma clínica contemporânea que, volta e meia, surge
com tecnologias que prometem, que afirmam a cura de todos os males, como se
pudéssemos nos limpar de todos os nossos pecados. Tal prática, inclusive, mesmo
que com novas maquiagens, é por demais antiga...
A psicanálise - seja a
que se utiliza do papai e da mamãe, seja a que explode o édipo - nos oferta a
possibilidade de sermos mais humanos, de desistirmos de sermos deuses, e de
aceitar nossas imperfeições ao ponto de revirá-las do avesso para que as
afirmemos, inclusive, enquanto potência de vida.
domingo, 2 de agosto de 2015
SOBRE A DIFERENÇA E SEMELHANÇA ENTRE INTER E GRÊMIO
No futebol praticado entre as fronteiras do Brasil, Uruguai e Argentina, temos dois estilos de jogo, o brasileiro, repleto de gingado e brilho, que possui a habilidade técnica enquanto magia para vencer obstáculos no campo; e o gaucho, marcado pela bravura de um rosto robusto e de poucos amigos, que cozinha em fogo baixo seus oponentes para derrubá-los em momentos de exaustão. O Grêmio é entre os times brasileiros o mais gaucho, o inter é entre os gauchos o mais brasileiro, e ambos transitam antropofagicamente nesse ínterim de estilos.
segunda-feira, 6 de julho de 2015
NÃO SE ENDURECE
Que bela frase dessa musiquinha linda de poética que Gal canta: “Não se endurece que eu também te amo, não se endurece”... Não se endurece no momento em que o outro enamorado começa a expor seus “outros” mais repetidos - e por isso chatos de humano - que, quando em paixão, em momento de êxtase, ficavam esquecidos, por que não apagados para afirmar que se é bem mais potente que as repetições medrosas que nos acostumamos a bailar pelos encontros da vida quando neles ficamos mais íntimos.
https://www.youtube.com/watch?v=LsJ9rZGRJZM
https://www.youtube.com/watch?v=LsJ9rZGRJZM
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